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quinta-feira, janeiro 25, 2007

A Monarquia imprime verticalidade à República


A Monarquia imprime verticalidade à República, ou seja, dá-lhe um sentido ascendente, culminando na figura Real - que é exemplo de isenção e de excelência.

Ora se a Monarquia é um elemento de verticalidade, então é sem dúvida algo transversal, podendo cada grupo, seja ele político, económico ou social depreender quais as vantagens para si próprio de um tal sistema existir em Portugal. Todos os grupos, excepto claro os republicanos acérrimos, que não quiserem aceitar este sistema, mais por teimosia ou comodismo do que por falta de compreensão das suas vantagens.

Quanto a mudanças de fundo no funcionamento e organização do País: eu costumava ser da opinião de que apenas propondo uma mudança drástica é que o povo reconheceria a Monarquia como alternativa merecedora. No entanto, parecece-me hoje que as mudanças que são necessárias fazer não podem ser nem instantâneas nem apressadas. Tenho a certeza porém de que tais alterações não são viáveis no regime actual e que a Monarquia se apresenta como único ambiente onde tais mudanças podem ter lugar.

Concluíndo, a República decai a olhos vistos; a Monarquia não resolve coisa alguma senão o facto de inverter a tendência - sendo assim um factor, indirecto, de regeneração de Portugal. Neste momento da vida nacional, esta inversão de tendência é, a meu ver, aquilo por que temos de lutar com todo o empenho.

domingo, dezembro 03, 2006

De Monarchia, Dante Alighieri


"Atinge o género humano a perfeição quando desfruta de uma grande liberdade. E é esta asserção evidente se se compreende o princípio da liberdade. (...) Os regimes sãos visam à liberdade, isto é, a que os homens existam para si mesmos. Não são, com efeito, os cidadãos que existem para os cônsules ou o povo para o rei, mas antes os cônsules para os cidadãos, e o rei para o povo;"

in Monarquia (De Monarchia), Dante Alighieri, pp30-32. Guimarães Editores, Lisboa, 1999.

terça-feira, novembro 28, 2006

Real Engrenagem



Ocorreu-me em conversa demonstrar o papel do Rei na sociedade comparando-o ao de uma roda dentada numa engrenagem:

Imaginemos a sociedade como um conjunto de rodas dentadas, todas interligadas, rodando em ciclos que dependem da sua circunferência. As pequenas parecerão rodar rapidamente, as maiores mais lentamente. Embora funcionem em função do movimento das outras, símbolo da interconexão dos cidadãos, há uma roda, maior que todas as outras e a elas ligadas do mesmo modo, cujo movimento é subtil e a muitos parece inerte, mas que discretamente demonstra para que lado se deve rodar. É um facto que devido à lentidão do seu cíclo, muitos dirão parecer imóvel, mas na realidade é ela que imprime o movimento fundamental e intrínseco a todas as outras.

A sociedade actual não tem hoje um elemento que una todas estas "rodas dentadas" permanecendo estas a funcionar, a ritmos díspares e descoordenados, cada uma por si.